Dedico este artigo aos jovens casais que vivem o drama da separação. Até a morte nos separe, aceitaram e juraram compreensão e respeito mútuo. Permanecerão unidos na ventura e na desventura. Isto juraram perante Deus.
RECORDAM-SE DESTE DIA?
Lembram-se das testemunhas, de seus pais, irmãos, amigos, que certamente pediram a Deus pela felicidade de vocês? O que pensam fazer é um ato negativo para todos os que sonham com o casamento. O fracasso do mesmo é a falta de abnegação, coragem, formação religiosa, é enveredar pelo caminho aparentemente mais fácil porém de negras consequências.
Jovens, não vejo outra alternativa, senão a reconciliação, só assim as suas consciências se tranquilizarão.
As estatísticas provam que a maioria dos casais desquitados são infelizes, e chegaram a conclusão: Impossível viver juntos, mais impossível ainda separados. Além do mais, pensem nas obrigações, no dever moral para com a sociedade, no lar constituido com tanto sacrifício, e ainda na palavra desquitado, tão mal aceita entre nós.
Se vencerem esdta fase, se sobrepujarem estas idéias, incompatíveis com nossas leis, serão felizes. Jovens, salvem seu casamento, o início foi maravilhoso, abençoado por Deus, e, embora alguém deseje separá-los, não permitam tal desenlace.
Vocês, não enveredem para o abismo sem lutar, ponderem e, verão quanta tristeza semearão, ao invés de constituirem um casal exemplar, o mais unido da terra.
São jovens, possuidores de um tesouro inigualável, seu filho.
Uniram-se por amor, planejaram um mundo encantador.
Que pensar da separação?
Será simplesmente a derrota do certo sobre o errado, do bom exemplo sobre o mau, será, ainda a debilidade de ânimo, a fraqueza e, finalmente a COVARDIA dos dois.
Fácil seria culparmos os pais, escritores, imprensa, teatrólogos, novelistas, cinema nacional, televisão, rádio e etc…., que são na realidade os principais culpados, pois exercem poderosa influência na formação da juventude, atingindo principalmente àqueles mais empolgados com a liberdade que atualmente lhes é concedida e acompanhada de uma variedade imensa de oportunidades negativas na formação do caráter e idoneidade de cada um.
Se todos os responsáveis pela propagação da má semente lançada uns pela comodidade, displicência e indiferença, no caso dos pais, professores, outros pelo dinheiro, pois adotam a filosofia de conseguirem fins, não importando os meios, como o cinema, novela, televisão, e etc… sempre à procura de IBOPE, procurassem ajudar, invertendo o modo de agir, certamente iríamos sentir a transformação de nossos costumes, amenizadas as nossas preocupações com relação ao futuro de nossos filhos.
Atualmente vivemos um clima de desconfiança, insegurança, graças em parte à ambição incontida de muitos na ânsia de conseguir o impossível, enfim somos vitimas do pecado dos outros.
Assistimos no decorrer da nossa existência a dramas e fatos vividos por pessoas de nossa amizade, ou memos por estranhos, que jamais deveríam ser as personagens ou melhor as vítimas desses sofrimentos morais ou físicos.
Comumente, ouvimos jovens, e mesmo adultos dizerem convictos que desejam errar sozinhos, sem interferência de ninguém, que não admitem opiniões contrárias às suas, que a vida é deles, somente eles podem decidir e avaliar a extensão, e consequência de seus erros.
Esquecem entretanto essas pessoas, geralmente egoístas, que muitas vezes o resultado de suas ações maldosas, dos atos impensados das decisões erradas atingirão pessoas inocentes, a vida normal de chefes de família, de seres humanos que só vivem para o bem da coletividade e felicidade do seu próximo, mas no entanto serão atingidos pelo egocentrismo de alguns jovens infelizes que insistem no erro, e se negam à própria consciência, alheios aos preconceitos, firmes no propósito de viverem sem responsabilidade mesmo Às impostas pela sociedade, vão semeando a discórdia na própria família, destruindo os princípios morais básicos que aprenderam na infância e adolescência. São ainda portadores de maus exemplos aos demais jovens entretanto demonstram indiferença, devido talvez à liberdade que adquiriram sem a necessária maturidade, persistem no erro, e caminham para o abismo sem se aperceberem.
Forçoso é porém, reconhecer a época que atravessamos, culpada em boa parte da desagregação da Família. O que antigamente era proibido, hoje é permitido, como os palavrões tão deploráveis, destruidores da pureza, da delicadeza da nossa juventude, outrora, tão recatada, alegre e sonhadora.
Sim, podemos confiar no futuro, esperar muito da nossa juventude sadia, alegre, bem intencionada, que apenas espera orientação, estímulo e mensagens fundamentadas na verdade, justiça, e baseadas no espírito cristão que deve existir em todos nós.
Após o espetáculo que me foi permitido assistir, após depoimentos de quase meia centena de jovens que acabavam de chegar de uma reclusão de 3 dias numa chácara onde foram em busca de paz, amor e encontro com CRISTO, posso afirmar: NEM TUDO ESTÁ PERDIDO… Realmente ainda sinto e tenho em mente a chegada daqueles jovens que mais pareciam surgir de um mundo irreal, espiritual, onde tudo fora amor, compreensão e amizade, em comparação com este que é veradeiramente um vale de lágrimas.
Quando julguei que ali terminara a jornada milagrosa, o convívio edificante entre os CURSILHISTAS e seus condutores espirituais, eis que iria iniciar minutos depois outro quadro deslumbrante, e para mim altamente emocionante, pois encontrava-se entre eles o meu filho, e como educador e pai interessado no futuro dos mesmos, iria ouvir os depoimentos, os mais sinceros que ouvira em toda minha vida. Despidos de vaidade, apenas impulsionados pela fé, sentia-se que as palavras proferidas pelos CURSILHISTAS eram espontâneas, profundamente sinceras, relacionadas com a presença de CRISTO em todos os atos e pensamentos que acabavam de realizar e sentir.
Tenho certeza, após presenciar aquele espétáculo que podemos ter esperanças no futuro, que eles acreditam na justiça divina, na família, em CRISTO e procuram encontrar amor no próximo, no lar, na compreensão dos mais velhos.
Nossa esperança está nos jovens idealistas, impregnados de boas intenções, de difundirem o bem, dialogarem com aqueles que necessitam da sua palavra amiga, entusiasta e cristã.
Nossa esperança está na propagação da fé, no trabalho contínuo dos dirigentes dos cursilhos, verdadeiros soldados de CRISTO, na multiplicação dos retiros espirituais, na vontade de viver, de amar que trazem dentro de sí os CURSILHISTAS.
Vamos cerrar fileiras junto àqueles que trabalham no anonimato, para a difusão dos principios básicos da paz interior que devemos sentir. Eles passam a lembrar a frase tão esquecida: - Amai-vos uns aos outros!
Em qualquer lugar que estivermos, transmitamos alegria, segurança e carinho ao próximo, evitemos a falsa personalidade, o egoísmo, as frases grosseiras, os atos impensados que só podem nos tornar mais infelizes. Vamos viver, cantar e impregnar o ar de compreensão e fé ue se renovam todas as semanas com a chegada alegre dos novos CURSILHISTAS que aumentam nossas esperanças, e nos permitem a exclamação: NEM TUDO ESTÁ PERDIDO.
Época terrivelmente confusa e incerta esta em que vivemos atualmente. Sentimos, às vezes, quando iniciamos novo dia, sensações estranhas, certa falta de segurança em nossas decisões e atividades de rotina, travamos durante nosso trabalho uma batalha íntima, procurando descobrir um meio de sentir que estamos caminhando certos, absolutamente convictos de estarmos cumprindo nosso dever dentro da sociedade. Entretanto, às vezes, sentimos revolta, impacientamo-nos chegamos a ponto de blasfemar, de odiar tudo que nos rodeia, e julgar que estamos perdendo tempo precioso de sermos felizes como tantos outros que aparentemente vivem tranquilos e acomodados.
Surgem, repentinamente, em nossos pensamentos, dúvidas, indagações, a ponto de nos tornarmos altamente inconformados com a rotina da vida.
Sentimos vontade de mudar, lutamos, porém a frustração apodera-se de nós, nossos hábitos diários são trocados por outros que poderão conduzir ao desespero e intranquilidade total.
Com o aparecimento dessas idéias revolucionárias, passamos por momentos de indecisão, caminhando sem perceber para resoluções incompatíveis com a nossa personalidade e maneira de ser.
Essas vacilações, variações do nosso modo de agir, é em parte consequência do mundo atual, da vida agitada das grandes cidades que transformam e exigem de nós, iniciativas às vezes comprometedoras. De pessoas simples e conformadas que somos, passamos a exigir de nós e do próximo, reivindicações indevidas, tornamo-nos agressivos, prepotentes, irrascíveis, dispostos a conseguir de qualquer forma objetivos planejados em nossas mentes adormecidas e, agora, despertadas pela volúpia do desejo e do poder.
Chega o momento de perguntarmos… QUEM SOMOS
Rancorosos, injustos, ingratos, inconformados, egoístas, ou na ânsia de viver e, nos maus exemplos que assistimos, ou nos sucessos efêmeros e enganosos do próximo , vimos aumentar o número de indivíduos fracassados, frustrados, que venceram aparentemente, mas que no íntimo sofrem a dúvida que persiste e persegue, pois conseguimos apenas enganar o próximo, mas nossos atos desleais, nossa incoformação íntima, nosso caráter maleável, não permite sermos felizes, nos acusam e, constantemente surge em nossas mentes a terrível indagação….
QUEM SOMOS?